avancos-tecnologicos

O avanço tecnologico vem mudando constantemente a forma como as pessoas se relacionam, consomem, enfim, vivem. A cada novidade, um novo avanço no potencial do ser humano em desenvolver produtos cada vez mais inovadores, que sempre surgem com a proposta básica de torna a vida das pessoas mais simples.

Seja para facilitar as tarefas do dia-a-dia ou gerar uma sensação maior de segurança, os novos produtos digitais aparecem como a grande sensação dos dias atuais. Há um tempo atrás o GPS era algo maravilhoso, surpreendente. Hoje, tão  básico como um celular que tira foto.  A medida que os produtos vão se tornando cada vez mais robustos e aprimorados, uma segunda questão passa a virar tema dentro contexto. Falo sobre o polêmico tema: privacidade.

A privacidade e os serviços de geolocalização

Grande parte dos produtos, possuem um recurso chamado “geolocalização”, isto é, um serviço que sabe exatamente sua localização, e a partir disso passa a lhe apresentar informações de posse desses dados. Exemplo: No meu smartphone com o Foursquare, faço uma busca por restaraurantes, e ele apresenta os restaurantes mais próximos, contendo dicas e opniões sobre o estabelecimento, enfim.

Para ter esse recurso eu preciso permitir o acesso a minha localização, e a medida que eu utilizo esse recurso a ferramenta passa a criar um histórico dos locais onde eu estive, as pessoas que estavam comigo e também utilizaram o recurso, enfim. Com um determinado tempo eu tenho um “mapa” das minhas atividades, dependendo da quantidade de informações que eu compartilho, é possível inclusive saber os locais que eu mais frequento, as pessoas com que eu mais saio, etc.

Existem vários aplicativos que utilizam a localização do usuário para dessa forma proporcionar uma melhor experiência com a ferramenta. Bom,  agora que já falamos sobre o avanço tecnologico e as ferramentas digitais, localização, etc. Quero falar um pouco sobre as olimpiadas de Londres, em específico sobre a Traffilog e suas soluções telemáticas baseadas na web.

Comunicação máquina a máquina (M2M)

A Traffilog é provedora líder de soluções em sistes M2M para veículos público, e foi anunciada como a responsável pelos veículos  públicos londrinos para os próximos jogos olímpicos. Outra área de atuação da empresa será na operação dos trens, com a missão de deixar a frota mais “VIP” e segura.

O grau de exigência para um serviço durante as olimpíadas é muito alto, e a solução máquina a máquina surge com a proposta de melhorar o conforto dos passageiros, promovento uma viagem segura, garantindo o nível máximo de eficiência dos veículos.  O fator segurança está sendo colocado como foco principal, isto é, o objetivo é proporcionar para os passageiros uma viagem com a certeza que eles estejam salvos e seguros.

Soluçõe em segurança

As soluções são basicamente divididas entre Trafficsafe e Trafficmech, onde a TrafficSafe detecta padrões de direção perigosas e ineficientes, já o TrafficMech transmite dados do veículo em tempo real, detectando qualquer falha mecânica previamente. Outro componente diz respeito ao monitoramento interno desses veículos, onde permite que autoridade públicas possam monitorar remotamente quando assim achar necessário.

Toda essa tecnologia trabalha com módulos avançados de internet sem fio que permite o gerencimanento de frota de maneira eficiente, que evita custos adicionais com conectores adicionais, etc. Na questão da economia, esse sistema reduz os gastos com frota, isto é, possibilita uma utilização maior dos veículos, uma vez que é possível identificar as falhas antes que elas aconteçam, evitando maiores prejuízos.

Traffilog e as olimpiadas de Londres

O termo Traffilog consiste na palavra Traffic (Tráfego) e Log (Registro), ou seja, registro de tráfego. Da mesma forma que ele faz um registro de todo o caminho percorrido pelos veículos, das informações das vias e da questão técnica dos veículos, de modo semelhante acontece no Google e Facebook.

Para explicar melhor essa realação precisamos falar um pouco acerca do EDGE rank e da busca personalizada do Google. O primeiro desses, é o rank pelo qual o Facebook identifica o grau de relacionamento entre os usuários. A partir da navegação de uso da rede social, o Facebook faz todo um acompanhamento dos registros de um perfil, ou seja, dos seus log.

Com esse acompanhamento, o Facebook sabe exatamente as pessoas que você costuma conversar, as postagens que você compartilha, as páginas que você curte, ou seja, toda sua navegação fica registrada. De posse dessas informações o Facebook consegue apresentar na timeline (linha do tempo) dos usuários, informações que ele acredita que sejam mais relevantes, afinal, são pessoas e marcas que o usuário tem se relacionado constantemente.

Facebook e o registro de informações

Recentemente o Facebook apresentou um recurso que seria capaz de localizar os amigos da rede social através do GPS, com a autorização do recurso, dois amigos no Facebook que estivessem próximos poderiam ambos serem localizados.

Esse recurso levantou uma série de discussões acerca da prividade e segurança dos usuários, isto acontece porque muitos usuários não filtram as pessoas que elas aceitam como amigos, ou seja, muitas pessoas aceitam “estranhos” no Facebook. É preciso muito cuidado com suas informações na internet, principalmente dentro de um ambiente em que você não conhece realmente todos os usuários.

Com poucos dias, o recurso foi desativo devido ao grande número de comentários contra a ferramenta. Isso levanta mais uma vez a questão polêmica da privacidade e sua relação com a tecnologia. Agora que falamos um pouco sobre o Facebook, quero usar como exemplo o próprio Google, que é referência de reclamações quando o assunto é tecnologia e privacidade.

Google,  busca personalizada e a privacidade

O Google por diversas vezes já foi alertado judicialmente para a retirada de uma série de conteúdos, os casos mais recentes foi o da atriz Carolina Dieckman, e da própria Xuxa, que solicitaram a remoção de fotos pessoais. Nessas duas ocasiões o Google apresentou a mesma defesa, onde ele se apresenta como um mecanismos de busca responsável pela indexação dos conteúdos, sendo assim, não possui obrigatoriedade no monitoramento e exclusão de determinados conteúdos.

Cabe ao indivíduo que se sente prejudicado com determinado conteúdo, localizar as páginas e solicitar remoção, etc. Não quero falar especificamente da questão da indexação do Google no que se refere as informações que se tornam briga juridica, mas, gostaria de usar como exempo a busca personalizada do Google.

Quando o usuário realiza uma busca e este está logado com Gmail, o Google também faz um acompamento dos registros de navegação, onde ele acompanha as páginas que o usuário visita, quanto tempo ele passou em determinada página, a frequência que ele visita determinado site.

Com sua rede social o Google+ ele apresenta para o usuário que faz uma consulta informações como: “Seu amigo fulano compartilhou isso”, tantas pessoas indicaram isso com +1, ou seja, ele identifica sua rede de contatos e suas ações e utiliza essas informações para lhe proporcionar uma melhor experiência no momento da busca.

Dessa forma, o Google procura criar ua melhor experiência para os usuários, no entanto, muitas pessoas não gostam de ter suas informações sendo armazenadas pelo Google.

Conclusão

A tecnologia sem dúvida facilita muito a nossa vida, porém, é preciso muita responsabilidade e cuidados na maneira em que utilizamos as ferramentas digitais, para que o benefício não se torne um ônus.